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Meia tortae lá estava aberta a porta as mãosno porta-luvas e os anéis e dedos e unhasesmalte eoutros satélites que não haviamem órbita eram os olhoscegos completamenteincompletos e o tetoque nunca entendiembaixo dos meus pés.(eu descalço).
Toda palavra é teu silêncio. À margem de um rio. De janeiro. Carnaval. Uma pedra. Um ruído que me divide. Ao meio. O portão que você abre dentro do sono que me leva para casa. A engrenagem da manhã. Tudo tão cedo. Tudo tão. Seu. O quarto. 1/4 do teu cheiro. Lá. A janela que se abre para o sol. Talvez o alarme. Os relógios. Sete horas. A manhã. O silêncio. Teus passos são escadas. Os degraus são meus. Também em silêncio. Os postes. Cortinas. A chave da porta. No mesmo lugar. Convencer a fúria dos teus cabelos. Meu mundo que é seu. Mesmo pela distância. Calendário dividido. Rabiscado. A teu gosto. O mês é teu. Teu inferno. Teu astral. A palavra parada no meu signo. E carros. passando. Na tempestade da avenida. De manhã. Logo ali. Um desvio. E chão. E pedra. (E o mar?) Um fim pra te recomeçar.

Guardar a dor
na gaveta dos remédios:
As vírgulas
que somos.
Um nó
de nuvens brancas
arrasta o mar.
E lá se vão
artérias
e
lágrimas.
Num
piscar de olhos.

Da janela
contra-mão de olhares
flechas
na correnteza de janeiro
desfilando quase
um carnaval de espera.
Fecho o mesmo livro,
rabiscando a luz ainda,
salvando as reticências
esquecidas
onde
o concreto rachou.

Risco vistoem ventaniacomo regra.Âncorade queda enquantosolidão.Parabólica cuspidasalva um afogado.

E todos os livros.
Enferrujado papel.
Em música
de quadros
Tarsila ouve.
Estampa
no pulso.
2º tempo
de outro
zero à zero.

Multiplicando
as escolhas.
Engolindo
pedras.
Nada além
de uma janela
estancada no pulso
e meus dedos
de 100 km por hora.